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Eduardo Nishio

Carteiras Recomendadas > Carteiras Recomendadas > Carteira Recomendada > CARTEIRA TOP AÇÕES | Novembro 2026: Carteira Mais Defensiva

Publicado em 03 de Novembro de 2026 às 08:08:51

CARTEIRA TOP AÇÕES | Novembro 2026: Carteira Mais Defensiva

Painel da carteira · 30/10/2026
Desde o lançamento, o Top Ações acumula +36,8%, 17,1 pp abaixo do Ibovespa.
Em 2026
−19,8%
Ibovespa +4,2% · diferença −24,0 pp
Desde o início
+36,8%
Ibovespa +53,9% · diferença −17,1 pp
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Na última revisão, apostamos na alternância de poder. O resultado das urnas foi o contrário. Na revisão de 22/10, três dias antes do segundo turno, aumentamos financeiro, varejo e construção e reduzimos commodities e elétricas e saneamento, de 53% para 30% da carteira. Dadas as pesquisas eleitorais e a vantagem nas urnas no primeiro turno do candidato da alternância, acreditávamos que havia uma probabilidade razoável de troca de governo, suficiente para aumentar o risco da nossa carteira com o intuito de capturar maiores retornos. A ideia era ganhar com a alternância de poder, com juros longos mais baixos e a volta do fluxo para a bolsa. Infelizmente, esse cenário não se concretizou. O mercado já tinha feito boa parte desse caminho: de 02/10 (último pregão antes do primeiro turno) a 22/10, a carteira havia subido 8,8%, contra 6,2% do Ibovespa. Com a reeleição de Lula, em 25/10, a carteira sofreu mais, pois estava posicionada para capturar um cenário de fechamento de curva de juros, apreciação do real e redução do risco soberano. Em 26/10, o Ibovespa caiu 13,9%, o dólar subiu cerca de 8% e os juros longos abriram cerca de 2,5 pp. Como a carteira estava menos defensiva, caiu mais: de 22/10 a 30/10, perdeu 32,9%, contra 17,7% do índice. Em 30/10, a cota estava 27,0% abaixo do nível de 02/10. Nesta revisão, voltamos para a defesa. Reduzimos o que dependia da alternância e aumentamos regulados, exportadoras, seguradoras e bancos de lucro mais previsível. Entre os critérios, buscamos empresas baratas em múltiplos e que se beneficiam do cenário atual: dólar mais alto, Selic ainda em 13,75% e dúvida fiscal.

1
A defesa volta com 65%
Elétricas e saneamento, commodities e bens industriais somam 65% da carteira, contra 30% na revisão de outubro.
2
44% em empresas com receita em dólar
Suzano, Vale, Prio, MBRF, SLC, Embraer e WEG ganham peso onde o dólar ajuda, e não onde o juro pesa.
3
Menos juro e consumo
Varejo cai de 20% para 5%, construção e shoppings de 13% para 5% e financeiro de 37% para 25%.
Parte 1

Como a carteira foi até aqui

Retorno desde o lançamento, em 2026 e desde a última revisão, até 30/10/2026.
0 de 13
ações da carteira anterior subiram
−8,9%
melhor: PETR4
−58,1%
pior: MGLU3
1 de 3
menores quedas seguem na carteira
Cota desde o início: Top Ações x Ibovespa (base 100)
50100150200250153,9136,8
jan/22jan/23jan/24jan/25jan/26out/26
Top AçõesIbovespa
Cota no fim de cada mês, composta a partir dos retornos mensais (base 100 em 20/01/2022). Rótulos com a cota oficial em 30/10/2026. Fonte: Economatica e Genial.
2026: retorno acumulado no ano
−20%−10%0%10%20%+4,2%−19,8%
dez/25fevabrjunagoout
Top AçõesIbovespa
Acumulado no fim de cada mês; outubro até 30/10. Fonte: Economatica e Genial.
Diferença entre a carteira e o Ibovespa (pp)
−200+20+40−17,1 pp
jan/22jan/23jan/24jan/25jan/26out/26
Diferença entre as cotas da carteira e do Ibovespa, em pontos da base 100. Fonte: Economatica e Genial.
Retorno mês a mês: Top Ações x Ibovespa
2022no ano+10,6%
MêsTopIbov
jan+0,8%+2,8%
fev+0,8%+0,9%
mar+10,0%+6,1%
abr+0,1%−10,1%
mai+6,0%+3,2%
jun−16,1%−11,5%
jul+0,7%+4,7%
ago+9,9%+6,2%
set−2,3%+0,5%
out+16,0%+5,5%
nov−8,5%−3,1%
dez−3,2%−2,4%
Ano+9,9 pp+10,6%+0,7%
Início+9,9 pp+10,6%+0,7%
2023no ano+19,2%
MêsTopIbov
jan+9,6%+3,4%
fev−7,3%−7,5%
mar−5,7%−2,9%
abr+2,2%+2,5%
mai+0,5%+3,7%
jun+6,1%+9,0%
jul+5,8%+3,3%
ago−3,4%−5,1%
set−0,5%+0,7%
out−2,2%−2,9%
nov+10,1%+12,5%
dez+4,3%+5,4%
Ano−3,1 pp+19,2%+22,3%
Início+8,7 pp+31,8%+23,2%
2024no ano−5,1%
MêsTopIbov
jan−4,4%−4,8%
fev+3,0%+1,0%
mar+1,3%−0,7%
abr−4,3%−1,7%
mai−5,2%−3,0%
jun+3,8%+1,5%
jul+5,5%+3,0%
ago+7,0%+6,5%
set−3,9%−3,1%
out−0,6%−1,6%
nov−4,6%−3,1%
dez−1,8%−4,3%
Ano+5,3 pp−5,1%−10,4%
Início+14,7 pp+25,1%+10,4%
2025no ano+36,5%
MêsTopIbov
jan+5,9%+4,9%
fev−3,7%−2,6%
mar+5,6%+6,1%
abr+6,9%+3,7%
mai+4,7%+1,5%
jun+0,9%+1,3%
jul−5,6%−4,2%
ago+8,4%+6,3%
set+2,7%+3,4%
out−0,7%+2,3%
nov+5,8%+6,4%
dez+1,7%+1,3%
Ano+2,4 pp+36,5%+34,0%
Início+22,8 pp+70,7%+48,0%
2026no ano−19,8%
MêsTopIbov
jan+9,7%+12,6%
fev+5,8%+4,1%
mar+1,2%−0,7%
abr−1,9%−0,1%
mai−8,5%−7,2%
jun+0,7%−1,0%
jul+1,3%+3,5%
ago−1,7%−0,3%
set+1,2%+5,0%
out−25,1%−9,9%
nov——
dez——
Ano−24,0 pp−19,8%+4,2%
Início−17,1 pp+36,8%+53,9%
Carteira acima do Ibovespa no mêsCarteira abaixo do Ibovespa no mês
Retorno mensal com proventos reinvestidos; os pesos da carteira só mudam nas revisões. "Início" é o acumulado desde 20/01/2022; abaixo de cada total, a diferença para o Ibovespa em pp. Último mês até 30/10. Fonte: Economatica e Genial.
Retorno acumulado por ação desde a última atualização
Acumulado de 22/10/2026 (última atualização) a 30/10/2026
PETR4−8,9%
ALUP11−18,6%
AXIA3−19,7%
SBSP3−22,3%
CSNA3−28,1%
BBDC3−29,0%
ALOS3−32,0%
INBR34−36,2%
SMFT3−36,9%
LREN3−37,7%
B3SA3−42,2%
CYRE3−50,2%
MGLU3−58,1%
IBOV−17,7%
TOP−32,9%
Retorno de cada ação da carteira anterior no período, com proventos e eventos societários (dividendos, bonificações e conversões de ações) como se reinvestidos no próprio papel; o Ibovespa e a carteira (TOP) como referência. Fonte: Economatica e Genial.
Contribuição por ação desde a última atualização
Acumulado de 22/10/2026 (última atualização) a 30/10/2026
PETR4−1,80
ALUP11−1,89
AXIA3−2,01
SBSP3−2,27
CSNA3−2,87
ALOS3−3,26
LREN3−3,84
MGLU3−5,92
BBDC3−7,10
INBR34−7,38
SMFT3−7,52
CYRE3−8,18
B3SA3−12,91
Retorno x peso, em pontos da cota da carteira (base 100 no lançamento). Fonte: Genial.
R$ 10 mil aplicados no lançamento (20/01/2022)
Top AçõesR$ 13.676
IbovespaR$ 15.391
Simulação com a cota da carteira e do índice até 30/10/2026, com proventos e sem custos e impostos. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
Parte 2

A carteira recomendada

Quanto colocar em cada ação, por setor, e o que mudou desde a última revisão.
Carteira recomendada · novembro/2026
AçãoPeso recomendadovs. anterior
Commodities31%
SUZB3 Suzano10%novo
VALE3 Vale6%novo
PRIO3 Prio5%novo
MBRF3 MBRF5%novo
SLCE3 SLC Agrícola5%novo
Financeiro25%
ITUB4 Itaú PN12,5%novo
BPAC11 BTG Pactual7,5%novo
BBSE3 BB Seguridade5%novo
Elétricas e saneamento21%
CSMG3 Copasa7,5%novo
ISAE4 Isa Energia7,5%novo
ALUP11 Alupar6%+1 pp
Bens industriais13%
EMBJ3 Embraer8%novo
WEGE3 Weg5%novo
Construção e shoppings5%
MULT3 Multiplan5%novo
Varejo5%
SMFT3 Smartfit5%−5 pp
Total · 15 ações100%
Pesos recomendados a partir de 03/11/2026. Saem da carteira: B3SA3, BBDC3, INBR34, PETR4, CYRE3, SBSP3, ALOS3, LREN3, AXIA3, MGLU3, CSNA3. Fonte: Genial.
Quadro de mudanças: carteira anterior x nova
13 entram · 11 saem · 2 ajustes de peso
AçãoAntesNovoDif. (pp)Movimento
Commodities15% → 31% (+16 pp)
SUZB3Suzano—10%+10ENTRA
VALE3Vale—6%+6ENTRA
PRIO3Prio—5%+5ENTRA
MBRF3MBRF—5%+5ENTRA
SLCE3SLC Agrícola—5%+5ENTRA
PETR4Petrobras10%—−10SAI
CSNA3CSN5%—−5SAI
Financeiro37% → 25% (−12 pp)
ITUB4Itaú PN—12,5%+12,5ENTRA
BPAC11BTG Pactual—7,5%+7,5ENTRA
BBSE3BB Seguridade—5%+5ENTRA
B3SA3B315%—−15SAI
BBDC3Bradesco12%—−12SAI
INBR34Inter10%—−10SAI
Elétricas e saneamento15% → 21% (+6 pp)
CSMG3Copasa—7,5%+7,5ENTRA
ISAE4Isa Energia—7,5%+7,5ENTRA
ALUP11Alupar5%6%+1AUMENTA
SBSP3Sabesp5%—−5SAI
AXIA3Axia5%—−5SAI
Bens industriais0% → 13% (+13 pp)
EMBJ3Embraer—8%+8ENTRA
WEGE3Weg—5%+5ENTRA
Construção e shoppings13% → 5% (−8 pp)
MULT3Multiplan—5%+5ENTRA
CYRE3Cyrela8%—−8SAI
ALOS3Allos5%—−5SAI
Varejo20% → 5% (−15 pp)
SMFT3Smartfit10%5%−5DIMINUI
LREN3Renner5%—−5SAI
MGLU3Magazine Luiza5%—−5SAI
Total100%100%
Pesos da carteira anterior e da recomendada a partir de 03/11/2026, por setor. Fonte: Genial.
Mapa da carteira de novembro
CSMG37,5%novo
ISAE47,5%novo
ALUP116%▲
MULT35%novo
EMBJ38%novo
WEGE35%
SUZB310%novo
PRIO35%novo
VALE36%novo
MBRF35%novo
SLCE35%novo
BPAC117,5%novo
ITUB4Itaú PN12,5%novo
BBSE35%novo
SMFT35%▼
Commodities 31%Financeiro 25%Elétricas e saneamento 21%Bens industriais 13%Construção e shoppings 5%Varejo 5%
Área de cada bloco proporcional ao peso na carteira; cores por setor. ▲ aumentou, ▼ diminuiu, novo = entrou nesta edição. Fonte: Genial.
Parte 3

Por que mudamos

As trocas desta revisão, explicadas tema a tema.

A revisão mexeu em 90 pp da carteira: onze ações saíram, treze entraram e duas tiveram o peso ajustado. Nossa carteira estava posicionada para um trade eleitoral de alternância que não se concretizou e que explica o número alto de mudanças na nova carteira.

Rotação: 90 pp da carteira mudaram de lugar
Saiu de
B3SA3
15
BBDC3
12
B3SA3 15 pp (saiu) · BBDC3 12 pp (saiu) · INBR34 10 pp (saiu) · PETR4 10 pp (saiu) · CYRE3 8 pp (saiu) · SMFT3 5 pp (ajuste) · SBSP3 5 pp (saiu) · ALOS3 5 pp (saiu) · LREN3 5 pp (saiu) · AXIA3 5 pp (saiu) · MGLU3 5 pp (saiu) · CSNA3 5 pp (saiu)
↓
Foi para
ITUB4
12,5
ITUB4 12,5 pp (entrou) · SUZB3 10 pp (entrou) · EMBJ3 8 pp (entrou) · CSMG3 7,5 pp (entrou) · ISAE4 7,5 pp (entrou) · BPAC11 7,5 pp (entrou) · VALE3 6 pp (entrou) · BBSE3 5 pp (entrou) · PRIO3 5 pp (entrou) · MULT3 5 pp (entrou) · MBRF3 5 pp (entrou) · SLCE3 5 pp (entrou) · WEGE3 5 pp (entrou) · ALUP11 1 pp (ajuste)
Pontos percentuais de peso, da carteira anterior para a nova. Blocos menores que 12 pp não levam rótulo; todos estão na lista abaixo de cada barra. Fonte: Genial.

Trade eleitoral e o que fazer com a queda · O que deu errado em outubro e por que não compramos o que mais caiu.

O trade eleitoral em números
AçãoPesoAté o 1º turno18/08 a 02/10Desde 02/1002/10 a 30/10Total18/08 a 30/10Pós-urna22/10 a 30/10
B3SA315%+34,5%−29,3%−4,9%−42,2%
BBDC312%+19,2%−23,2%−8,4%−29,0%
SMFT310%+6,5%−12,0%−6,2%−36,9%
INBR3410%+7,9%−23,1%−17,0%−36,2%
PETR410%+23,9%+3,0%+27,6%−8,9%
CYRE38%+33,0%−38,9%−18,8%−50,2%
ALUP115%+7,6%−6,3%+0,8%−18,6%
SBSP35%+19,4%−12,5%+4,4%−22,3%
ALOS35%+23,2%−22,6%−4,6%−32,0%
LREN35%+12,9%−23,6%−13,8%−37,7%
AXIA35%+14,0%−16,6%−4,9%−19,7%
MGLU35%+77,8%−29,7%+25,0%−58,1%
CSNA35%+35,9%−37,1%−14,5%−28,1%
Top Ações (cota)+9,6%−27,0%−19,9%−32,9%
Ibovespa+15,5%−12,6%+1,0%−17,7%
Retorno com proventos em todas as janelas (preços ajustados). Até o 1º turno composto com Desde 02/10 dá o Total. Pós-urna: de 22/10, data da última revisão, a 30/10, o mesmo da tabela de contribuição. A linha Top Ações é a cota oficial da carteira em cada período. O INBR34 está em reais.
B3SA3 SAIBBDC3 SAIMGLU3 SAI
O que deu errado no trade eleitoral?
Na revisão de 22/10, três dias antes do segundo turno, montamos a carteira para a alternância de poder: mais bancos, varejo e construção, menos commodities e defensivas. O mercado já tinha rodado parte do trade: de 02/10 a 22/10, a carteira havia subido 8,8% e o Ibovespa, 6,2%. O resultado de 25/10 foi o oposto do que o mercado precificava. Em 26/10, o Ibovespa caiu 13,9%, com circuit breaker, o dólar subiu cerca de 8% e os juros longos abriram cerca de 2,5 pp. Como a maior parte do mercado estava posicionada para uma alternância de poder, os papéis já amanheceram refletindo a maior parte desse impacto na abertura do pregão da segunda-feira após o segundo turno. Bancos e consumo sofreram mais, e as exportadoras subiram com o dólar. Tínhamos reduzido justamente a parte da carteira que protegeria nesse cenário. De 22/10 a 30/10, a carteira perdeu 32,9%, contra 17,7% do índice. A aposta tinha peso alto, foi feita depois de boa parte do rali e dependia de um evento de resultado binário.
CYRE3 SAIMGLU3 SAIB3SA3 SAI
As ações que mais caíram agora estão baratas?
Não necessariamente. Várias ações da carteira anterior estão abaixo do nível de 02/10, antes do rali do primeiro turno: Cyrela (-39%), CSN (-37%), Magazine Luiza (-30%), B3 (-29%), Renner (-24%), Bradesco (-23%), Inter (-23%) e Allos (-23%), contra -12,6% do Ibovespa. Alguns papéis caíram mais do que no cenário antes do rali eleitoral, quando o cenário base era de vitória do atual presidente. Isso mostra que o mercado devolveu o rali e foi além. Não mostra que o preço está barato. O que mudou foi o cenário: juros longos mais altos, dólar perto de R$ 5,40 em 26/10, Selic em 13,75% com inflação acima do centro da meta e dúvida sobre o ajuste fiscal. Com custo de capital mais alto, o mesmo lucro vale menos. Por isso, não acreditamos que os papéis que caíram mais serão necessariamente os que vão subir mais nos próximos meses. Esperamos o Copom de 3 e 4 de novembro, a definição da equipe econômica e a meta fiscal. Na imprensa, existem conversas sobre uma política fiscal e monetária não ortodoxa, o que pode agravar a percepção de risco; por isso, preferimos uma carteira bem mais defensiva neste momento de indecisões. Acreditamos que P/L baixo não significa necessariamente retorno alto, pelo menos no curto prazo. As incertezas podem se traduzir em impactos significativos no lucro das empresas e, consequentemente, nos P/Ls. Mesmo com P/Ls atraentes, acreditamos que certas ações não devam subir sem que haja um catalisador mais potente, que hoje não enxergamos de maneira clara. Desde 18/08, Cyrela (-18,8%), Inter (-17,0%), CSN (-14,5%) e Renner (-13,8%) ainda estão abaixo do nível anterior ao trade, enquanto Magazine Luiza (+25,0%) e Petrobras (+27,6%) seguem acima dele.
ELÉTRICAS 15% → 21%COMMODITIES 15% → 31%BENS INDUSTRIAIS 0% → 13%
Por que a carteira volta a ser defensiva?
O risco do cenário mudou de lado. Com a reeleição, juro longo e fiscal voltam ao centro. Regulados, com receita corrigida pela inflação, e exportadoras, com receita em dólar, seguram melhor o resultado quando o juro abre e o real perde valor. Em 26/10, Suzano, Embraer, WEG e Vale subiram com o dólar enquanto o Ibovespa caía 13,9%. A carteira nova tem 65% em elétricas e saneamento, commodities e bens industriais. Antes eram 30%.
ITUB4 ENTRAVALE3 ENTRASUZB3 ENTRA
Como escolhemos os papéis?
Procuramos empresas relativamente baratas em múltiplos e que se beneficiam do cenário atual, mas o P/L não foi o único filtro, e a carteira nova não é mais barata que a anterior: P/L 2027e de 10,0x, contra 6,5x da carteira anterior e 7,9x da mediana do universo. A anterior era mais barata e, ainda assim, caiu mais; um P/L baixo não protegeu numa semana em que juro e câmbio mudaram, e as estimativas de consenso costumam demorar a refletir o novo cenário. Por isso, o critério pesou o perfil de receita: em commodities e infraestrutura, o múltiplo de referência é o EV/EBITDA (Vale a 4,1x e Suzano a 5,4x à frente, e Alupar a 5,3x em 2027e, no relatório de setembro), e o Itaú negocia a 9,2x P/L 2026e. WEG (27x) e MBRF (36x) são as exceções caras: entram pela receita em dólar e pela qualidade. Em um exercício hipotético com os pesos de hoje, a carteira nova teria caído 10,7% de 23/10 a 30/10, contra 18,1% do Ibovespa, mas isso é leitura em retrospecto, não resultado.

Elétricas e saneamento · Sobe de 15% para 21%: Copasa e Isa Energia entram e a Alupar ganha peso.

CSMG3 ENTRAISAE4 ENTRAALUP11 5% → 6%
Por que Copasa, Isa Energia e mais Alupar?
São receitas reguladas e corrigidas pela inflação, perfil que protege quando o juro longo abre. A Copasa entregou o primeiro resultado após o anúncio da privatização. No 2T26, a receita líquida subiu 8,9% e o EBITDA ajustado, 11,7%, com custos recorrentes subindo 3,0%. A Isa Energia tem R$ 7,2 bilhões de reforços e melhorias autorizados, e o EBITDA regulatório subiu 22,5% no 2T26. A Alupar foi a transmissora preferida da Genial no relatório de setembro. Tem a maior TIR implícita, concessões mais longas e o maior pipeline. As três têm o mesmo ponto fraco: a despesa financeira pressionou o lucro do 2T26.
SBSP3 SAIAXIA3 SAI
Por que sair de Sabesp e Axia?
As duas já tinham caído de 11% para 5% em outubro, cada uma por um motivo. O 2T26 da Sabesp foi o primeiro resultado fraco desde a privatização, com EBITDA ajustado de R$ 3,5 bilhões (-3,2% a/a) e margens pressionadas. A Axia subiu 95,3% desde junho de 2025, a maior alta da carteira, em retorno com proventos que já incorpora o evento de dezembro de 2025 que deu origem à AXIA7, e a discussão agora é a alocação do excesso de capital. Ainda gostamos das teses de Axia e Sabesp, mas elas saem para dar espaço a Copasa e Isa Energia, que têm crescimento regulado mais visível no curto prazo e um fluxo de resultados à frente: o primeiro balanço da Copasa privatizada e o ciclo de reforços da Isa. A saída é uma decisão de carteira, não uma mudança de visão: a Genial segue com Compra para a Sabesp.

Financeiro · Cai de 37% para 25%: sai quem dependia de juro e fluxo, entram Itaú, BB Seguridade e BTG.

ITUB4 ENTRABBSE3 ENTRABPAC11 ENTRA
Por que Itaú, BB Seguridade e BTG?
O Itaú é a maior posição da carteira, com 12,5%: ROE de 23,5%, 9,2x P/L 2026e, rentabilidade alta e um lucro que depende menos da queda de juros na comparação com os rivais privados (Bradesco e Santander). A BB Seguridade é a posição de renda: lucro menos ligado ao crédito e dividendos altos, mas sem crescimento, o que explica nossa recomendação de Manter. O BTG é o banco de maior retorno do setor, com ROE de 26,7% no 2T26, e traz uma receita de banco de atacado, mercado de capitais (renda fixa) e gestão de patrimônio (wealth e asset). Acreditamos que os três nomes dependem menos da queda do juro longo para entregar lucro.
B3SA3 SAIBBDC3 SAIINBR34 SAI
Por que sair de B3, Bradesco e Inter?
Eram as posições mais sensíveis a juros e à volta do fluxo para a bolsa, o centro do trade. De 22/10 a 30/10, B3 caiu 42%, Inter, 36% e Bradesco, 29%. A B3 tem uma estrutura de custos em boa parte fixa, o que ajuda quando o volume sobe e pesa quando o fluxo para: com os juros longos abertos e o estrangeiro vendendo, o volume tende a vir mais devagar. O Bradesco já opera com ROE de 15,7%, acima do custo de capital, mas o custo do crédito e a inadimplência são sensíveis a juro alto e atividade fraca. O Inter teve o melhor trimestre da sua história no 2T26, com ROE de 16,3%, mas a qualidade do crédito é o ponto de atenção e piora com Selic em 13,75%. Tanto o Bradesco como o Inter têm uma exposição maior à média e baixa renda, que deve ter inadimplência mais alta nesse cenário de inflação e juros maiores. Preferimos o Itaú, com ROE de 23,5%, para a parte do crédito.

Commodities e bens industriais · Vão de 15% para 44% com receita em dólar: Suzano, Vale, Prio, MBRF, SLC, Embraer e WEG.

SUZB3 ENTRAVALE3 ENTRAEMBJ3 ENTRAWEGE3 ENTRA
Por que tanto peso em exportadoras?
O dólar era o hedge que faltava na carteira. Em 26/10, Suzano, Embraer, WEG e Vale subiram com o câmbio enquanto o índice caía 13,9%. Essas empresas também não dependem do juro doméstico para entregar resultado. A Suzano é a maior posição do bloco, com 10%. A Vale entra com 6%: múltiplo baixo e caixa forte, com 4,1x EV/EBITDA, 25% abaixo dos pares, e dividend yield de 7,3%. A Genial recomenda Compra. Prio, MBRF e SLC completam o bloco com 5% cada.
PETR4 SAICSNA3 SAI
Por que sair de Petrobras e CSN?
A Petrobras entrou em outubro como posição tática, em parte porque uma troca de governo poderia reduzir o desconto de estatal. Com a reeleição, esse gatilho saiu da mesa. A ação caiu menos que o índice em 26/10, cerca de 8%, e a Prio fica como exposição ao petróleo na nova carteira, em dólar e sem risco de estatal. A CSN era uma posição tática de desalavancagem: 3,4x dívida líquida/EBITDA, com a venda do negócio de cimento como saída. O risco que apontávamos era a dívida em dólar, que pesa mais com o câmbio a R$ 5,40, e o preço e as condições do Cade na venda. A ação caiu 28,1% de 22/10 a 30/10 e a tese depende de um evento que não controlamos.

Varejo, shoppings e construção · Cai de 33% para 10%: a Multiplan entra e a Smart Fit cai pela metade.

MULT3 ENTRASMFT3 10% → 5%
Por que Multiplan entra e Smart Fit fica?
A Multiplan entra com 5% como a posição de shopping. Vemos a empresa bem posicionada no setor, com shoppings premium que oferecem maior proteção em momentos de incerteza macroeconômica e um ponto de entrada atrativo. O 3T26 veio firme na operação, com vendas dos lojistas +5,9% a/a e dívida líquida/EBITDA de 1,76x, e a ação negocia a um cap rate implícito de 12,3%, contra 7,3% do ParkShoppingBarigüi vendido no trimestre. A Smart Fit cai de 10% para 5%: a operação segue crescendo, mas é uma das ações mais sensíveis ao juro, e subiu 43,6% na semana do primeiro turno antes de devolver 36,9% desde 22/10. Ficamos com metade da posição.
CYRE3 SAIALOS3 SAIMGLU3 SAILREN3 SAI
Por que sair de Cyrela, Allos, Magazine Luiza e Renner?
São as posições que mais dependiam de juro menor e de consumo. Com Selic em 13,75% e juros longos mais altos, a conta dessas quatro piora dos dois lados. A Cyrela depende do ritmo de vendas na alta renda de São Paulo e de crédito imobiliário mais caro. A Magazine Luiza tem lucro muito sensível ao custo financeiro e ao crédito parcelado. Foi a ação que mais caiu da carteira: 58,1% de 22/10 a 30/10. A Renner revisou o guidance de crescimento para baixo, com consumo pressionado e concorrência de plataformas asiáticas. A Allos sai por timing, e não por tese, com preferência pela Multiplan.
Parte 4

As 15 ações, uma por uma

A tese de cada ação da carteira de novembro.

Cada ação traz a nossa tese, o que pode destravar valor, o principal risco e o valuation. Elas aparecem em ordem de peso na carteira.

ITUB4Itaú PNFinanceiro
12,5%ENTRA
Rentabilidade elevada e execução consistente
O Itaú entra com 12,5%, a maior posição da carteira. A tese combina rentabilidade elevada, disciplina de crédito e ganhos de eficiência, com menor dependência de uma queda dos juros para sustentar o crescimento do lucro. Projetamos lucro recorrente de R$ 50,5 bilhões em 2026 (+7,9% a/a) e ROE recorrente de 23,5% no 3T26, acima do custo de capital estimado em 14,55%. A expansão da margem com clientes e o controle de despesas sustentam os resultados, enquanto o One Itaú amplia as oportunidades de relacionamento e venda de produtos. As estratégias de proteção do balanço ajudam a suavizar os efeitos das oscilações dos juros.
Fique de olho
Resultado do 3T26 e perspectiva para o encerramento do ano. Esperamos que o 4T26 seja o melhor trimestre em lucro, apoiado na concentração das receitas de quasi-equity e na sazonalidade positiva. A remuneração aos acionistas também é um catalisador a acompanhar.
Risco
Normalização da inadimplência em PMEs com o fim das carências dos programas governamentais, elevando as provisões e consumindo parte do ganho com a expansão da carteira; alíquota efetiva projetada em 30,0% no 3T26, limitando o crescimento do lucro; e eventual frustração das receitas de quasi-equity esperadas para o 4T26. No varejo, acompanhamos os atrasos no consignado privado e no imobiliário.
Valuation
ITUB4 negocia a 8,6x P/L recorrente 2026e e 7,7x em 2027e, além de 2,08x P/VP 2026e, com dividend yield estimado de 7,2% em 2026e e 8,3% em 2027e. Nosso preço-alvo de R$ 54,70 para o fim de 2027 representa potencial de valorização de 38%.
SUZB3SuzanoCommodities
10%ENTRA
Exportadora pura, com 19 de 20 analistas em compra
A Suzano entra com 10%. A Genial recomenda Compra, com preço-alvo de R$ 56,00 (de R$ 60,00) e potencial de 11,7% sobre os R$ 50,14 de 30/10. Pelo nosso preço-alvo, o retorno total previsto, de 14,4%, fica abaixo da linha de compra da casa, e por isso o rating está em revisão até falarmos com a companhia. A Suzano vende celulose em dólar e produz em reais. Com o dólar a R$ 5,41, o EBITDA sobe R$ 2,9 bilhões por ano; o hedge de câmbio paga R$ 2,0 bilhões a menos e a dívida em dólar cresce R$ 5,5 bilhões, os dois uma vez só. O saldo soma 13,2% ao valor de mercado, o maior ganho entre as empresas de papel e celulose que cobrimos. De 23/10 a 30/10, a ação subiu 16,4% enquanto o Ibovespa caía 18,1%, e o ganho do dólar já está no preço, com folga. O argumento é o potencial que sobra. Dos 20 analistas que cobrem a ação, 19 recomendam compra, e a mediana dos preços-alvo, de R$ 63,00, dá 25,6%. Corrigida pela bolsa e pelo dólar desde 23/10 e somado o dividendo, o retorno previsto pela mediana chega a 34,6%, 18,3 pp acima do custo de capital de 16,35%.
Fique de olho
Resultado do 3T26 em 05/11: custo caixa da celulose de até R$ 800/t e vendas acima de 3,2 Mt; integração da Arbex.
Risco
Preço da celulose na China e câmbio: um real mais forte devolve o ganho (cenário pessimista da Genial: R$ 22,96; otimista: R$ 92,25); alavancagem sobe para 3,7x dívida líquida/EBITDA com a Arbex.
Valuation
5,4x EV/EBITDA à frente, 8% abaixo da média de cinco anos (prévia do 3T26); dividend yield estimado de 2,7%; retorno total previsto de 14,4% pelo nosso preço-alvo e de 34,6% pela mediana do consenso (R$ 63,00), corrigida pela bolsa e pelo dólar.
EMBJ3EmbraerBens industriais
8%ENTRA
O hedge cambial da carteira com crescimento
A Embraer entra com 8%, a maior posição de bens industriais, e é o hedge cambial da carteira. A maior parte da receita é em dólar e parte das despesas é em reais, então o real mais fraco ajuda a margem. Isso apareceu no preço: em 26/10, a ação subiu 8,9% num dia em que o Ibovespa caiu 13,9%, e de 23/10 a 30/10 acumulou alta de 12,8%, contra queda de 18,1% do índice. A sensibilidade vale para os dois lados: na semana do primeiro turno, com o dólar abaixo de R$ 5, a ação liderou as perdas do Ibovespa (-9,2%). Mas a tese não depende só do câmbio. A carteira de pedidos bateu recorde no 3T26, em US$ 35,7 bilhões, alta de 14% em um ano, com crescimento em aviação comercial, executiva, defesa e serviços. São vários anos de produção já contratados, o que dá visibilidade de receita num momento de incerteza doméstica.
Fique de olho
Resultado do 3T26 e ritmo de entregas e de carteira de pedidos.
Risco
Real mais forte: a ação liderou as perdas na semana do primeiro turno, com o dólar abaixo de R$ 5; execução das entregas.
Valuation
A ação entra pela carteira de pedidos e pela receita em dólar, que protegem o resultado quando o real perde valor.
CSMG3CopasaElétricas e saneamento
7,5%ENTRA
Primeiro ano da Copasa privatizada: eficiência primeiro, lucro depois
A Copasa entra com 7,5%. O 2T26 foi o primeiro resultado após o anúncio da privatização e mostrou o que a tese precisa: a receita líquida cresceu 8,9% a/a, para R$ 1,95 bilhão, com tarifa (revisão de 6,56%) e volume (+2,1%), enquanto os custos recorrentes subiram 3,0%. O EBITDA ajustado foi de R$ 762,1 milhões (+11,7%), com margem de 39,0%. Abaixo do EBITDA, o resultado não é tão bom: a despesa financeira líquida subiu 64,2%, para R$ 168,1 milhões, e o lucro ajustado caiu 4,8%, para R$ 275,5 milhões. A dívida e o capex (R$ 2,9 bilhões em 2025, +32%) são o preço do crescimento. Receita regulada e corrigida pela inflação é o que buscamos num cenário de juro longo aberto.
Fique de olho
Redução de perdas (34,7% no 1T26, -2,8 pp a/a) e disciplina de custos sob gestão privada; reprecificação do múltiplo.
Risco
Dívida líquida/EBITDA de 2,4x no 1T26 e despesa financeira em alta; pressão sobre o fluxo de caixa de curto prazo; execução do capex.
Valuation
Sem preço-alvo novo desde a privatização. A leitura da Genial é de assimetria positiva: a eficiência já vista em perdas e custos e a possível reprecificação do múltiplo sob gestão privada ainda não estão no preço.
ISAE4Isa EnergiaElétricas e saneamento
7,5%ENTRA
Crescimento de RAP pago com dívida
A Isa Energia entra com 7,5%. A Genial recomenda Compra. Gosta da qualidade dos ativos e da avenida de reforços e melhorias, mas vê o valuation menos assimétrico que o da Alupar. O 2T26 foi forte na operação: receita líquida +20,9% a/a e EBITDA regulatório +22,5%, para R$ 966,9 milhões. O financeiro pesou: a despesa financeira líquida subiu 81,7%, para R$ 638,9 milhões, e o lucro regulatório caiu 32,0%. Para a tese, importa a expansão da RAP e do EBITDA, não o lucro de um trimestre. Entra pela receita regulada e pelo dividendo. A alavancagem é o ponto a monitorar.
Fique de olho
Conclusão do Piraquê e entrada do Jacarandá (RAP de R$ 376,2 milhões no ciclo 2026/27); R$ 7,2 bilhões de reforços e melhorias autorizados.
Risco
Alavancagem de 3,78x pelo critério BNDES e dívida 67% indexada ao IPCA; despesa financeira pressionando o lucro.
Valuation
TIR real implícita de 12,9% (relatório de setembro); dividend yield estimado de 5%.
BPAC11BTG PactualFinanceiro
7,5%ENTRA
Rentabilidade elevada e crescimento além do mercado de capitais
Incluímos o BTG Pactual com peso de 7,5%, pela combinação de crescimento, rentabilidade elevada e diversificação das receitas. A expansão de Wealth e Asset Management amplia a base de receitas de gestão, administração e distribuição, enquanto o crédito fortalece o relacionamento com clientes e abre oportunidades para outras áreas do banco. Essa integração ajuda a sustentar os resultados em períodos de menor atividade no mercado de capitais e posiciona o BTG para capturar uma eventual retomada de emissões e transações. No 2T26, o lucro ajustado atingiu R$ 5,1 bilhões (+23% a/a), com ROAE ajustado de 26,7% e índice de eficiência ajustado de 37,1%.
Fique de olho
Resultado do 3T26, captação líquida em Wealth e Asset Management e recuperação das receitas de Investment Banking. A manutenção da rentabilidade durante a expansão será central para a tese.
Risco
Menor atividade no mercado de capitais e oscilações em Sales & Trading podem pressionar receitas. No crédito, o crescimento exige disciplina de originação, controle de provisões e capital para sustentar a expansão.
Valuation
A combinação de crescimento e rentabilidade elevada pode justificar um prêmio sobre o valor patrimonial frente a bancos de menor retorno. A atratividade da ação, porém, depende de quanto dessa trajetória já está parcialmente incorporado ao preço e da capacidade de sustentar retornos acima do custo de capital. Depois da forte realização, o banco volta a negociar a valores mais atraentes. BPAC11 negocia a 9,7x P/L ajustado 2026e e 8,8x em 2027e, além de 2,38x P/VP 2026e e 2,01x P/VP 2027e.
ALUP11AluparElétricas e saneamento
5% → 6%AUMENTA
A transmissora com maior pipeline entre as listadas
A Alupar sobe de 5% para 6%. No 2T26, a receita de transmissão cresceu 14,7% a/a e o EBITDA regulatório do segmento, 12,7%, com margem de 88,5%. A companhia venceu o Lote 7 do Leilão 01/2026 (RAP de R$ 96,7 milhões e investimento de R$ 1,09 bilhão) e tem projetos entrando em operação até 2029. No relatório de setembro, a Genial ordenou as transmissoras como ALUP11 > ISAE4 > TAEE11, pela maior TIR implícita, pelo prazo das concessões e pelo pipeline. O lucro regulatório atribuído caiu 14,6% no 2T26, por despesa financeira e depreciação. A ação fechou 30/10 a R$ 31,40.
Fique de olho
Entrada em operação dos projetos de 2026 a 2029, no Brasil, Peru, Chile e Colômbia.
Risco
Execução dentro do orçamento; curtailment e preços entre submercados na geração; resultado financeiro pesado, com alavancagem regulatória de 3,2x.
Valuation
Setembro: TIR real implícita de 12,8% e 5,3x EV/EBITDA 2027e, desconto de cerca de 20% sobre os pares; dividend yield de cerca de 3,6%.
VALE3ValeCommodities
6%ENTRA
O dólar paga, e o dividendo também
A Vale entra com 6%. A Genial recomenda Compra, com preço-alvo de R$ 78,50 e potencial de 26,6% sobre os R$ 62,02 de 30/10, mais dividend yield estimado de 7,3%. A Vale vende minério em dólar e paga boa parte do custo em reais. Com o dólar a R$ 5,41, o EBITDA convertido sobe R$ 6,5 bilhões por ano, e o custo pago em reais, mais barato em dólar, soma outros R$ 1,8 bilhão. Contra isso, a dívida em dólar cresce R$ 7,2 bilhões, uma vez só. O saldo soma 10,6% ao valor de mercado. De 23/10 a 30/10, a ação ficou estável (+0,2%) enquanto o Ibovespa caía 18,1%, e esse ganho já está no preço. Mesmo assim, a mediana de 27 analistas, de R$ 85,90, dá potencial de 38,5%. Corrigida pela bolsa e pelo dólar desde 23/10 e somado o dividendo, o retorno previsto pela mediana chega a 45,7%, 29,3 pp acima do custo de capital de 16,35%.
Fique de olho
Produção de minério de pelo menos 92,7 Mt no 4T26, o novo teste da Genial (relatório de produção de janeiro de 2027).
Risco
Preço do minério e demanda da China (o índice de 61% Fe caiu 8% t/t no 3T26); real mais forte, que devolve o ganho do câmbio; contingências de perda possível subiram 53% desde dezembro, para US$ 16,7 bilhões.
Valuation
4,11x EV/EBITDA em 12 meses, desconto de 25% sobre os pares (relatório do 3T26); dividend yield estimado de 7,3%; retorno total previsto de 33,9% pelo nosso preço-alvo e de 45,7% pela mediana do consenso (R$ 85,90), corrigida pela bolsa e pelo dólar.
BBSE3BB SeguridadeFinanceiro
5%ENTRA
Dividendos elevados e operação resiliente, com crescimento limitado
A BB Seguridade entra com 5%, agregando geração de renda e um perfil defensivo à carteira. A companhia combina elevada rentabilidade, forte geração de caixa e capacidade de distribuição de dividendos, embora as perspectivas de crescimento permaneçam modestas. No 2T26, o lucro recorrente atingiu R$ 2,15 bilhões, queda de 3,9% a/a, com a baixa sinistralidade e o controle de despesas da Brasilseg compensando parcialmente a fraqueza dos prêmios e do resultado financeiro da Brasilprev. A inclusão privilegia a remuneração ao acionista e a resiliência operacional.
Fique de olho
Recuperação das vendas de seguros rural e prestamista; evolução da sinistralidade; normalização do resultado financeiro da Brasilprev; capacidade de sustentar a distribuição de dividendos.
Risco
Fraqueza prolongada do crédito rural e dos prêmios limita receitas de seguros e corretagem. Uma normalização da sinistralidade, hoje baixa, pode pressionar margens. Na Brasilprev, resgates e portabilidade podem pressionar a captação, e o descasamento entre ativos e passivos adiciona volatilidade ao lucro. A concentração no canal Banco do Brasil também mantém a companhia exposta à estratégia comercial e às condições de distribuição do banco.
Valuation
A combinação de resultado financeiro forte, geração de caixa e dividendos elevados sustenta a atratividade da ação. O crescimento mais limitado das receitas operacionais, porém, restringe o potencial de expansão dos múltiplos e mantém a recuperação das vendas como condição importante para uma visão mais construtiva. BBSE3 negocia a 9,0x P/L 2026e e 9,4x em 2027e, com dividend yield estimado de 9,5% em 2027e.
PRIO3PrioCommodities
5%ENTRA
Produção recorde e alavancagem em queda
A Prio entra com 5%. O 2T26 foi forte: produção média de 172 mil bpd, EBITDA ajustado de US$ 879 milhões, lifting cost de US$ 8,9 por barril e alavancagem de 1,5x. O fluxo de caixa livre recorrente de US$ 482 milhões no trimestre equivale a um rendimento anualizado de 16,5% sobre o valor de mercado. A companhia mantém a meta de 1,0x dívida líquida/EBITDA até o fim de 2027. Em dólar e sem exposição ao risco de estatal, fica como a posição de petróleo da carteira no lugar da Petrobras. A Genial rebaixou a recomendação de Compra para Manter, porque o potencial de valorização ficou limitado depois da alta, mas com a recente queda após o segundo turno, volta a ficar atraente do ponto de vista de múltiplo.
Fique de olho
Entrada de novos poços em Peregrino e Frade no 3T26 e no 4T26; recompra de ações; meta de 1,0x dívida líquida/EBITDA até o fim de 2027.
Risco
Volatilidade do Brent; declínio de campos maduros; complexidade de Peregrino; execução em Wahoo e Frade.
Valuation
Em abril: 3,6x EV/EBITDA 2026e e rendimento de fluxo de caixa de cerca de 12% em 2026e; no 2T26, rendimento anualizado de 16,5%.
MULT3MultiplanConstrução e shoppings
5%ENTRA
Shoppings vendidos a 7,3% de cap rate, ação negociada a 12,3%
A Multiplan entra com 5%, como a posição de shopping da carteira. A tese é de ativo de qualidade negociado com desconto. A Genial estima que a ação embute um cap rate de 12,3%, contra 8,9% no preço-alvo. Enquanto isso, o mercado privado paga bem mais caro pelos shoppings da companhia: no trimestre, a Multiplan vendeu 9,33% do ParkShoppingBarigüi a um cap rate de 7,3%. Essa distância entre o valor dos ativos e o preço da ação é o potencial de reprecificação. A operação sustenta a tese: no 3T26, as vendas dos lojistas cresceram 5,9% a/a, a ocupação ficou em 96,0% e o aluguel nas mesmas lojas subiu 4,3%, acima do IGP-DI. O balanço também ajuda, com alavancagem baixa (1,76x dívida líquida/EBITDA) e custo da dívida em queda pelo terceiro trimestre seguido. O peso é menor porque shopping é sensível a juro e consumo, e o cenário piorou nos dois.
Fique de olho
NOI de R$ 607,7 milhões projetado para o 4T26; custo da dívida em queda; expansões de 2026; juros longos menores.
Risco
Margem NOI em queda (91,6%, -4,3 pp t/t) por despesas de propriedades; resultado financeiro pior que o esperado (despesa de R$ 152,4 milhões, contra R$ 126,9 milhões estimados); vendas dos lojistas desacelerando (+5,9% a/a, contra +7,2% no 1T26); consumo mais fraco.
Valuation
Cap rate implícito de 12,3% no preço atual, contra 8,9% no preço-alvo (NOI de 12 meses); preço-alvo de R$ 38,00, mantido, com potencial de 50,9% sobre R$ 25,19 (30/10).
MBRF3MBRFCommodities
5%ENTRA
Exportação de frango e suíno, com o dólar ainda fora do preço
A MBRF entra com 5%. A Genial recomenda Compra, com preço-alvo de R$ 23,00 e potencial de 47,3% sobre os R$ 15,61 de 30/10. Na exportação da BRF, metade da alta do dólar vira EBITDA, porque milho e farelo também seguem o dólar: com o dólar a R$ 5,41, são R$ 1,2 bilhão a mais por ano. A dívida em moeda estrangeira e o CDI mais alto tiram R$ 2,3 bilhões e R$ 2,1 bilhões de valor, e o saldo soma 9,4% ao valor de mercado. De 23/10 a 30/10, a ação caiu 16,0%, quase tanto quanto o Ibovespa (18,1%). Descontado o efeito da bolsa, só 3,5 pp desse ganho entraram no preço, e faltam 5,9 pp. A mediana de 18 analistas, de R$ 23,25, dá potencial de 48,9%. Corrigida pela queda da bolsa e pelo ganho do dólar desde 23/10, o retorno previsto pela mediana fica em 34,1%, 17,8 pp acima do custo de capital de 16,35%.
Fique de olho
Resultado do 3T26 em 12/11; veto da China restrito a Santa Catarina.
Risco
Alavancagem de 3,4x no limite da Genial (3,41x) e caixa negativo no 3T26; veto da China ao Brasil inteiro pelo caso de Newcastle; spreads de beef nos EUA comprimidos até meados de 2027; real mais forte. Fora da conta do câmbio, a China suspendeu em 26/10 as compras de carne bovina da unidade de Promissão (SP), e acionistas minoritários contestam a incorporação da BRF em arbitragem.
Valuation
Preço-alvo de R$ 23,00; retorno total previsto de 47,6% pelo nosso preço-alvo e de 34,1% pela mediana do consenso (R$ 23,25), corrigida pela bolsa e pelo dólar; 5,2x EV/EBITDA à frente. No pior cenário, o veto ao Brasil inteiro custa R$ 0,42 por ação, menos do que a ação recuou.
SLCE3SLC AgrícolaCommodities
5%ENTRA
Receita de 2027 sem trava e metade do ganho fora do preço
A SLC Agrícola entra com 5%. A Genial recomenda Manter, com preço-alvo de R$ 18,00 para 12 meses e potencial de 5,8% sobre os R$ 17,02 de 30/10. A SLC vende grãos e algodão cotados em dólar. A receita de 2027 ainda não tem câmbio travado, e quase todo o insumo da safra 2026/27 já foi comprado: fosfato 100%, cloreto de potássio 90%, nitrogênio 70% e defensivos 96%. Pela tabela de sensibilidade do ITR da companhia, o dólar a R$ 5,41 soma R$ 549 milhões ao EBITDA por ano, ou R$ 458 milhões depois do custo ainda sem compra. Descontados o CDI mais alto e os itens do balanço, o saldo soma 18,3% ao valor de mercado. De 23/10 a 30/10, a ação caiu 2,7%, contra 18,1% do Ibovespa. Descontado o efeito da bolsa, 8,9 pp desse ganho entraram no preço, e faltam outros 9,4 pp. A mediana de 15 analistas, de R$ 20,00, dá potencial de 17,5%. Corrigida pela bolsa e pelo dólar desde 23/10 e somado o dividendo de 3,8%, o retorno previsto pela mediana chega a 29,2%, 12,9 pp acima do custo de capital de 16,35%. Entra pelo câmbio sem trava e pelo custo já comprado, não por visão positiva do balanço.
Fique de olho
Resultado do 3T26 em 11/11, com o faturamento da safra de algodão; dívida líquida e custo por hectare da safra 2026/27, os dois testes da Genial.
Risco
Alavancagem de 3,1x, contra o teto de 4,0x do covenant, e caixa; real mais forte, que devolve o ganho do câmbio; clima e produtividade (milho de segunda safra 12% abaixo do orçado); preço de soja, milho e algodão.
Valuation
Preço-alvo de R$ 18,00 para 12 meses e recomendação Manter: a Genial não paga mais pela ação enquanto o balanço não mostrar queda da dívida. Retorno total previsto de 9,6% pelo nosso preço-alvo e de 29,2% pela mediana do consenso (R$ 20,00), corrigida pela bolsa e pelo dólar; 5,1x EV/EBITDA e 11,1x P/L à frente; dividend yield estimado de 3,8%.
SMFT3SmartfitVarejo
10% → 5%DIMINUI
A operação cresce mais rápido que o lucro; os juros explicam a diferença
A Smart Fit cai de 10% para 5%. A operação segue crescendo: no 2T26, receita líquida de R$ 2,2 bilhões (+22% a/a), EBITDA de R$ 712 milhões (+24% a/a; margem de 32,7%) e lucro recorrente de R$ 204 milhões (+8% a/a). O lucro cresce menos que a operação, por causa da despesa financeira e de uma alíquota maior. A dívida líquida subiu para R$ 4,6 bilhões (1,2x EBITDA). A ação é das mais sensíveis a juro: subiu 43,6% na semana do primeiro turno e caiu 36,9% de 22/10 a 30/10. Mantemos metade da posição porque a tese de crescimento segue e a alavancagem é baixa. Reduzimos a outra metade para tirar peso do que depende de juro menor.
Fique de olho
Queda de juros aliviando a despesa financeira; maturação das academias abertas em 2025 e 2026; geração de caixa voltando a cobrir o capex.
Risco
Alavancagem de 1,2x dívida líquida/EBITDA com capex de R$ 625 milhões no trimestre; competição no segmento de baixo custo; sensibilidade ao juro longo.
Valuation
A nossa lógica é de ação que estava muito descontada e com dívida administrável, e que ganha mais que a média se o juro cair; por isso o peso cai pela metade, e não a zero.
WEGE3WegBens industriais
5%ENTRA
Qualidade e dólar, sem desconto
A WEG entra com 5%, pela qualidade e pela receita em dólar, e não por preço. É uma das empresas mais consistentes da bolsa em execução, margens e geração de caixa, e boa parte da receita vem do exterior. Isso a protege quando o real perde valor: em 26/10, a ação subiu 4,2% num dia em que o Ibovespa caiu 13,9%, e de 23/10 a 30/10 avançou 13,2%, contra queda de 18,1% do índice. O trimestre não foi bom. Na semana de 19/10, a ação liderou as perdas depois de um balanço abaixo do esperado, com margem pressionada pelo cobre e pelo câmbio. São fatores que oscilam, e o que sustenta a tese segue de pé: o mix de negócios de ciclo longo e a carteira de pedidos em transmissão e distribuição dão visibilidade ao resultado, e o lucro pode vir acima do consenso se os juros globais caírem.
Fique de olho
Retomada da indústria nos EUA e na Europa com cortes de juros; maior ocupação das plantas compradas da Regal Rexnord.
Risco
Avaliação exigente; real mais forte; cobre pressionando margem; mercado interno de GTD fraco.
Valuation
A WEG costuma negociar com prêmio sobre a média da bolsa, sustentado pela qualidade da gestão, pelas margens e pela geração de caixa consistente. Com boa parte da receita vinda do exterior, a empresa ainda se beneficia do dólar mais alto.
Dados até 30/10/2026. Fonte: Economatica e Genial.
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Eduardo Nishio

Head de Ações

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